sábado, 13 de fevereiro de 2010

A língua de um gênio

Albert Einstein foi um cientista com fama de astro de cinema, sua imagem formulou o estereótipo do cientista maluco. Em 14 de março de 1951 Einstein completava 72 anos, vários jornalistas o aguardavam na porta de sua casa; quando saiu, se registrou uma das imagens mais marcantes do século XX: a foto Einstein mostrando a língua. Algumas fontes afirmam que o gesto foi um sinal de protesto, o cientista teria feito um apelo às pessoas para que enviassem cartas ao governo alemão suplicando o fim de planos nucleares, e a saliva de sua língua selaria as correspondências. O mais provável, porém, é que tenha sido simplesmente um ato irreverente.


Sua fama foi conquistada principalmente após a publicação da Teoria da Relatividade Geral, em 1915, que nos permitiu concluir que a matéria curva o espaço e o tempo e a gravidade é um efeito dessa geometria no espaço-tempo (veja a imagem acima). A Terra, por exemplo, orbita na dobradura feita pelo Sol. Segundo sua teoria, até a luz sofreria as consequências dessa geometria; para prová-la, precisaria de um eclipse solar total, que ocorreria em 1919, em Sobral, cidade no interior do Ceará, onde hoje se encontra o Museu do Eclipse. Einstein pôde comrpovar sua teoria e ver pelo menos sete estrelas atrás do Sol por meio de fotos (obtidas com a acoplagem de máquinas fotográficas a telescópios), já que a luz contornava o opaco astro-rei. Anterior a esta, outras expedições "caçadoras de eclipses" viajaram para a Austrália, Estados Unidos, Ilha do Príncipe, Rússia e outros locais. As fotos e medidas realizadas no Brasil, entretanto, foram as mais precisas e consequentemente usadas para comprovar a teoria, fato que transformou Sobral em patrimônio histórico e científico mundial.

Gênio não é um exagero quando falamos de Albert Einstein, mas na academia, ironicamente, era um péssimo aluno em línguas. Só balbuciou as primeiras palavras aos três anos de idade, pois nasceu sem parte do cérebro responsável pela estímulo da fala. Em compensação, seu lobo parietal, região associada à matemática e relações espaciais, era bem maior que o ordinário, tornando seu cérebro 15% maior que o normal.

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